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Sabor em forma

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Patativa do Assaré


 Quem foi o Patativa do Assaré. Respondeu certo, quem disse que este nome pertence a Antônio Gonçalves da Silva, o grande poeta popular, autor de obras notórias do cancioneiro popular do Nordeste.
Acordei numa bela manhã de Domingo, com o objetivo de curtir “um mar”, para realimentar meus chacras, como diria uma parenta.
De posse da orientação fornecida pelo Guia Quatro Rotas, praias 2009, lá fui eu em busca da Prainha (dois guarda sol), ou seja, muito interessante.
O caminho era conhecido em parte, pois estou acompanhando uma obra que fica a meio caminho desta praia.
O guia: Prainha fica numa vila de pescadores junto à foz do rio Maceió. Famosa pelo artesanato de renda concentra dezenas de barracas bem estruturadas.

A minha falta de percepção é palmar, vivo num mundo de antanho, ignorando que a vida passa numa velocidade barrichela, na época da Ferrari.
Se não vejamos:  Era um domingo de feriado prolongado, milhares de seres viventes em busca do lazer.
Também ignorei que neste final de semana se comemoraria o dia dos piás, as crianças.
Não bastasse este vacilo, a tal prainha fica próxima do famoso Beach Park, que eu deletei, nos meus pensamentos e considerações, ávido por uma praia deserta.
As praias aqui, como em Natal, são propriedade de Restaurantes, Bares e que tais, que exploram as barracas, lembram acima, dezenas, ninguém utiliza seu próprio guarda sol, esteiras e cadeiras, como é usual no litoral de São Paulo.
De certa maneira é cômodo, você não tem que carregar aquela tralha toda, porém, paga-se pela barraca e pelos quitutes e até refeições, consumidas no local.
Assim que cheguei à Prainha, levei um choque. Casas aos borbotões, condomínios de toda sorte, acessos restritos e lá se foi o chacra pro vinagre.
Não contente, resolvi conhecer o Beach Park. Inocentão, feriadão e dia das crianças.
Verdade a cena parecia como aquelas que se vê em Aparecida do Norte, no aniversário da Santa.
Ônibus de excursão a perder de vista, pátios lotados, não havia local para estacionar, a entrada do parque era a mesma do Marcanã, em dia de Fla-Flu.
 Não tive alternativa, engatei uma primeira e fui liberar meus chacras no chuveiro do hotel.
O Geronte

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ui...Ui....Ui......tá doendo!


 A sabedoria popular nos ensina que previsões pessimistas, de certa maneira, se confirmam no tempo.

Certa feita, alguns anos atrás, fui a um Laboratório de Análises Clinicas, para a coleta de sangue, para checagem geral e rotineira. Enquanto aguardava a minha vez, na sala de espera, meu olhar se fixou em um cartaz, que anunciava que o laboratório a partir daquela data, se encontrava aparelhado para fazer exames de ultrasonografia trans-retal com biópsia.
A simples leitura do texto causou-me um calafrio. Além de trans-retal, ainda tinha biópsia! Era demais!!!!

Fiquei imaginando como seria esta tortura, similar às praticadas nos porões das ditaduras, por insaciáveis verdugos.
De posse do resultado do exame solicitado pelo meu médico (urologista), fui consultá-lo todo faceiro, e sem pretensão, naquela tarde ensolarada, de uma primavera paulistana.
Para meu espanto e perplexidade, o discípulo de Hipócrates, pediu um exame complementar, além daquele do “dedo”. O novo exame era nada mais, nada menos do ultrajante, do constrangedor, e do literalmente dilacerante, ultasonografia-trans retal com biópsia.

O problema é que após este estupro, com a legítima concessão da vítima, acabei tendo que fazer vários outros, para acompanhamento da evolução da minha doença.
As mulheres, sim as meigas e frágeis do sexo oposto, médicas voluntariosas, aplicadas, devotas e de uma técnica, digna de um virtuose, num solo de violino.
Não é nada disso, pois diante destas profissionais da arte da cura, foi por onde passei meus piores momentos. Nada de fragilidade neste sexo, elas botam para valer, sem dó nem piedade, sapecam o instrumento com toda força, não se importando com os gemidos e lágrimas que escorrem em abundância, de seus pacientes ou penitentes, melhor dizendo.



A minha última experiência deu-se recentemente em um hospital público.O nome técnico era Ressonância Magnética da Próstata com Bobina Endoretal. Sempre este nome “retal”. Bobina sugere aquelas para papel, das registradoras e calculadoras, as usadas na parte elétrica dos automóveis, carretéis de cabos de aço, de fios e etc. Neste caso a tal da bobina não se assemelhava a nada disso. Seu formato era de uma bazooca, ou aquela granada que se vê nas fotos dos terroristas do Talibã.

...”Relaxa, caso contrário não podemos prosseguir com o exame.” Como assim, “relaxa”?. Só faltava completar com a frase proferida pela famigerada ex Ministra hoje candidata ao Senado por São Paulo.

O que vocês não imaginam qual foi o resultado do exame e das prescrições médicas. Imagem noduliforme, com conteúdo cístico heterogêneo, aparentemente multisseptada com paredes espessadas, localizada póstero-lateralmente à direita da junção vésico-uretral................., realizar novo exame em seis (06) meses para avaliação comparativa.
Nesta altura da escrita, qualquer ser pensante infere, o cara gosta, ele aceita.
Esconjuro, cruz credo. “Vade retro”.





segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Varre,varre,varre, varre vassourinha.........

Poucos se lembrarão desta musiqueta que ecoava aos quatros cantos, pelo Brasil afora, nos idos de 1960.
Era Outubro de 1960, eleição para presidente do Brasil. Minha primeira demonstração de civismo.
Não fosse o dia do nascimento de meu sobrinho Gustavo, hoje Dr.Gustavo,eu já teria apagado, ou para ser coerente com o linguajar corrente, deletado, da memória, esta efeméride infeliz.
Simplesmente a partir desta votação, foi consagrado vencedor do pleito para presidente, a figura esdrúxula do Sr. Janio da Silva Quadros. Venceu de goleada, deu um verdadeiro chocolate no general Lott.

Qual não foi a decepção, deste jovem eleitor, ao constatar que “o cara”, iria renunciar alguns meses após ser diplomado para um cargo tão importante, lançando por terra uma promessa de revolução de princípios, que o povo ansiava.
Cheguei a ir a um comício, na atual Praça da Consolação, em Sampa, portando uma vassoura, imbuído de uma esperança de renovação do quadro político do momento.
Aquele que deveria ser o chefe dos garis pipocou, surtou, deixando uma multidão de cidadãos frustrados, que almejavam por um governo serio, excluindo de forma definitiva o ranço das ditaduras, do clientelismo e da corrupção.
Na época, marcou em minha memória uma charge do Jaguar,não sei se no Pasquim, ou na revista Senhor, a figura de um homem diante de uma escola, no dia de eleição, dizendo: Bah!..........Voto obrigatório.
O pior é que em decorrência deste episódio vergonhoso, o Brasil entrou em colapso, redundado na assunção do poder pelos militares.
Decorridos cinqüenta anos deste episódio, o que mudou na política e nos governos que sucederam ao Sr.Janio, incluindo o período verde e oliva?
Segundo as teses de alguns analistas políticos, o tempo deveria corrigir as distorções, sempre existentes, caminhando paulatinamente pela depuração das instituições e de seus governantes, no sentido do aprimoramento da eficiência e da eliminação gradativa da corrupção.
Ledo engano é só olhar para o quadro político atual e veremos que se houve mudança, esta foi para pior, andando para trás na busca de objetivos morais.
Hoje deparamos com o que há de mais vergonhoso nos poderes da Republica. Não será o caso de citar episódios que tem ocorrido, tanto no Judiciário, no Legislativo e no Executivo.
Sem dúvida as teses estavam equivocadas em se tratando de Brasil.
Ainda há esperança?
Para o jovem eleitor dos anos 60 restou uma sensação de impotência, frustração e descrédito.
Outubro está “ante portas”, com a perspectiva do continuísmo, sinceramente só me resta, como nas lutas, jogar a toalha.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ants


Marching ants

O saudável em poder morar em uma casa, aqui em Natal ou, Parnamirim, (whatever),  começa quando o sol nasce, e você sabe que ele existe.
O mesmo se dá com o por do sol, no qual o horizonte se tinge de cores, vermelhas e amarelas.
Estes semblantes pictóricos são verdadeiros bálsamos que curam o estresse, a angustia, a depressão, e demais enfermidades que afligem as nossas vidas.
Mas, como dizem por aí, nem tudo são flores e alegrias.
Morar alhures, num descampado, que até poucos anos atrás, era um local inóspito e selvagem, corre-se o risco de quando em vez, se deparar com alguns animais, ditos peçonhentos -  excluindo as sogras evidentemente.
Por aqui passam diuturnamente, escorpiões, aracnídeos, de diversas linhagens, sapos, serpentes, calangos, aqui denominados simplesmente de lagartixas e  ás vezes, aves canoras e as mudas, as predadoras, do gênero, gaviões e corujas.
Porém o terror do pedaço são as formigas. Estas sim dominam todo território.
Aonde quer que se vá, lá estão elas, solidárias, cooperativistas, faceiras, lépidas no caminhar sempre, em busca de algo ou de tudo que surge pela frente
As formigas que mais incomodam são as pequenas, as doceiras ou ás de dentro de casa.
Aqui na comunidade, são as nanoformigas, quase invisíveis, que estão em todas as partes da casa.
Basta um farelo e o exercito se reúne, devorando em segundos, de forma voraz.
Se as formigas fossem do tamanho de um animal doméstico a humanidade estaria, nesta altura do século, totalmente dizimada.
Elas somente são identificadas, quando ao se reunirem para traçar um petisco, formam uma mancha escura, no local, tal é a quantidade de indivíduos.
Um pano de prato, um talher, um prato, uma xícara, uma fruta, o saco de pão e qualquer alimento não protegido, lá estão elas, vorazes, abocanhando tudo.
Basta um odor em um objeto, para que elas ataquem e ali permaneçam em sua saga diabólica.
No sofá e nas cadeiras elas se instalam na procura tresloucada de possíveis migalhas, ou como falam as cariocas faíscas. Amendoins, pipocas, tapiocas, feijoadas, buchadas, queijo de coalho e outras iguarias locais.
Ninguém consegue imaginar a sensação destes seres minúsculos, andando pelo corpo, ou visitando regiões impróprias.
O pavor é tanto que é preciso cuidar do que se pega, local em que se senta ou anda.
Aqui em casa, quando se entra na cozinha, as pessoas se comportam como se estivessem tomadas por caboclo de terreiro. A coceira é geral, espernear e esbravejar, acaba sendo a solução.
Tentamos vários paliativos, sem resultado até então. Poções mágicas de curandeiros da região, rezas de alto poder destruidor, venenos de toda a sorte e gênero, nada disso tem diminuído o poder multiplicador destes animais.
Só nos resta conviver com o diabo, ou as diabas, olhando sempre para o que se vai comer, caso contrário corre-se o risco de deglutir um verdadeiro regimento.
Isto seria um inseticídio!

Em homenagem as famosas ants... aqui vai a receita do dia... no caso, estou proibido de executá-la por estas bandas.  Afinal, quem tem bolo em terra de formigueiro é rei!...rs
tks
Lauro
Bolo Formigueiro


Ingredientes da massa:
3 ovos
4 colheres (de sopa) de margarina sem sal 

1 xícara de coco ralado
1 vidro de leite de coco
3 xícaras de açúcar refinado 

4 xícaras de farinha de trigo especial
1 copo de leite integral
1 colher (de sopa) de fermento em pó químico
1 xícara de chocolate granulado preto
Chocolate granulado preto para enfeitar
Ingredientes da cobertura:
5 colhers (de sopa) de açúcar refinado.
5 colheres (de sopa) de leite integral
3 colheres (de sopa) de chocolate em pó.
1 colher (de sopa) de margarina sem sal.
Modo de preparo da massa:
Bater muito bem os ovos com o açúcar e a margarina. Acrescentar os demais ingredientes aos poucos.
Coloque a massa em assadeira (27cmx39cm) untada com óleo e farinha de trigo.
Assar por 35 minutos ou até que espetando um palito na massa; este saia seco.
Modo de preparo da cobertura:
Engrosse todos os ingredientes em fogo baixo e empregue.